Sunday, 31 January 2010

Relutar

Rir de alguém é anestesiar o coração

Escondendo agressividade no desfarçado riso,

O medo que se prende em jeitos diferentes de ser

Entregam a sensibilidade de bandeja pra mandíbula cerrada

E furiosa da nossa interna selvageria.

Natural do ciclo


Só você e você somente,

Completa e liquída o medo,

Disfarça e retoma o caminho

Ideias diversas sombreadas de preto

Cílios longos asas dos olhos

Descançam sobre o rosto lavado

E que agora sêco pelo calor da pele

Incrédula da capacidade e do poder do agora

Tirando o véu para o ciclo vital que trará natural e limpa

A água que lava o caráter sincero e mostra publicamente

A pureza que se revela

Saturday, 2 January 2010

Confissão de outra espécie



Vivo ao máximo a integridade daqui,

sem limites atráves daquele horizonte intocável

onde você nao sente e nem vê o frio terrível que arraza

entre o azul e o tudo.

Moro numa Óca introduzida por um slide que servia

para transportar armas que sobrou de dentro de alguns

canchões... O povo trabalha desesperadamente pra reconquistar

o que foi perdido tecnologicamente, aprimorar o existente e

desvendar o que ainda se esconde por traz dessa ignorância que

funciona como um véu negro tapando nossos olhos, pressionando

nossas cabeças, e que é o maior inimigo da espécie eu diria, invadindo

nossa intimidade e colocando barreiras em nossa produção de ideas e

rasciocínios lógicos.

Admiráveis datas e comemorações humanas, a alegria conquistada

mesmo existindo somente o desejo pela evolução e uma mentalidade limpa

e concreta. A boca calada de governos que se escondem atrás dessa ingênua

alegria alheia, que salientemente se masturbam com a língua pra fora vendo

fotos desses incontáveis sorrisos que em algum ponto da corrida poderão

vivenciar nessa mesma era uma revira-volta, nesse clima de sem-vergoísmo

político gerado por nós mesmos, pela vista-grossa, pelo jeitinho Brasileiro já

descascado com um facão pela ilustre educadora e dona de algumas colunas

em alguns correios Adriana Rocha.

A cicatriz no rosto desse País que não tem culpa ficará pra sempre isso

será inevitável mas primeiro temos que desinfeccionar e retirar os pontos pra

que a ferida se feche, para que a lesão moral cicatrize. Nascerá então uma pele

de veludo chamada vergonha sobre todos os rostos que deverão cuidar e temer

pela própria e individual reputação chamada mais uma vez de VERGONHA.