Thursday, 8 July 2010

Eleito direto




Desde que a palavra protesto

Caiu em esquecimento

O povo triste com o olhar desamparado

Vive de lamento

Sem rancôr e de olho fundo

Envelhece calado ao mundo

Na boca as palavras que minam

Os carros que passam buzinam

Banquim de calçada

Buzina de Vespa

Carroça passando

Ainda bem que hoje e sexta

A cidade se move

Enquanto o voto promove

Votos a quem se conhece

Destino sem URNA

E o povo é quem padece

Já sei que é você

Pra quê o suspense ?

Bilhete na mão sem valor

Desculpe! Não sabia que era só “Doutor”

Agora o povo anda estérico

Por um cargo ao Sr. Meretíssimo

Que lhe foi dado

Sem Mérito

Society moderna

Chacina na esquina

Não vendo ou assino

Nem aqui nem na China

Assassino esse voto

Em controle remoto

Destruo o bilhete

Em frente seu gabinete

Já sei, tire as mãos de mim!

Cueca, chinelo e sabonete

Dê adeus a imunidade

Agora somos nós que ditamos

A verdade

Quem disse que pimenta

Nos olhos dos outros não ardia

Vizinhos de Cela…

Se suas leis funcionarem

Quem sabe algum dia?!