Sunday, 12 September 2010

Realeza


Faco de conta que nem olho
Nem quero saber
Busco em mim mesma o que ninguem conseguiu ainda achar
E somente ele, arranca o veu do meu corpo tentando esconder
Que nao fora sua sublime intencao
Que passasse a foice na raiz de minha intriga
Que formasse palavras pelo intelecto sutil do apenas olhar
E as deixassem germinar pela boca
E que eu pudesse pelo menos tentar decifrar
Qual fosse o idioma

De trazer-me de volta ao mundo
Estourando a bolha onde me escondo
Apos eternos e incontaveis segundos
Defini assim meu medo aos poucos
Descobria menos e cada vez menos
Pensativa e perdida as sombras das duvidas
Nascia o que nos ligava

O desconhecido nos atrai por fontes inesperadas
E os olhos desse caro cavalheiro eh a unica fonte
Onde miro minha ultima moeda a um arremeco certeiro
Pra que meus desejos se tornem realidade

Thursday, 9 September 2010

Sobre-saindo


Sinto o amor e ao mesmo tempo o odio aos olhos de quem me olha
No rosto de quem nao me conhece
Na pele de quem perto de mim se fere
Onde ha amor, aflora
Correntes eletricas tocaveis soltas no ar
Bem vindas, pra queimar vivas borboletas dentro de si
Se eu pego de rabo de olho o teu rosto
Veneno masculino na meia idade transgride pudores
Destrocos vitais reconstroi pouco a pouco
Natural e certeira a vida se desencrava
Do leite materno aos ingenuos
Aaos politicos inescrupulosos

Do seio contra a volupia em meio a dor
Aa boca na barra da saia dela desprovida
E depravada pra arrancar o leite das pedras

Carne da boca prencada entre os dentes
Na falta de tu, nao tem VAI se nao te agrada
De pulso pra cima polegar pressiona o pai de todos
Que tremulo nao se contem em atirar na agua
Esse cigarro tolo que me empreteja os dentes
E que me encarde a alma...
E as respostas do tempo continuam vindo
E esmurrando a porta da frente
Elas simplesmente chegam
do nada

Remedio


Como se fosse ideias num copo d`agua
Crosta acentada no fundo diluindo sua propria versao
Purificada por minerais numa lentidao... imovel, quase inerte
Misture selvagemente essa agua, que entao escorre pelas bordas
Espumando e explodindo em particulas que se reconciliam
A pares compativeis
Ao topo do copo correntes de ideias inusitadissimas, raizes...
Santo remedio ao desiludido, deslocado e dissoluto