Thursday, 9 September 2010

Sobre-saindo


Sinto o amor e ao mesmo tempo o odio aos olhos de quem me olha
No rosto de quem nao me conhece
Na pele de quem perto de mim se fere
Onde ha amor, aflora
Correntes eletricas tocaveis soltas no ar
Bem vindas, pra queimar vivas borboletas dentro de si
Se eu pego de rabo de olho o teu rosto
Veneno masculino na meia idade transgride pudores
Destrocos vitais reconstroi pouco a pouco
Natural e certeira a vida se desencrava
Do leite materno aos ingenuos
Aaos politicos inescrupulosos

Do seio contra a volupia em meio a dor
Aa boca na barra da saia dela desprovida
E depravada pra arrancar o leite das pedras

Carne da boca prencada entre os dentes
Na falta de tu, nao tem VAI se nao te agrada
De pulso pra cima polegar pressiona o pai de todos
Que tremulo nao se contem em atirar na agua
Esse cigarro tolo que me empreteja os dentes
E que me encarde a alma...
E as respostas do tempo continuam vindo
E esmurrando a porta da frente
Elas simplesmente chegam
do nada

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