Monday, 10 November 2008

O novo e o velho.

Consigo sombrear a figura na tela que antes
era só abstrato, mas não tocar.
Poeira e vento atrasam a conclusão desse mito
tão simples quanto o preto e o branco.
Cabelo, barba e a batina branca compõem outro pedaço
da maturidade absoluta que rodeia a sanidade que vaga,
e que é afastada pra bem longe, quase à esquina do que me
faz pensar que continuo capaz de agir sem pensar, coisas
simples sem más consequências, o hoje somente.
Faço então dessa outra metade que me resta e em completa
transição mutante o que não me deixa escolha, o que vem
e forma mudanças evoluindo simultaneamente pisando nos
cacos de fatos passados me equilibrando pra não cair em desespero

à espera de uma imagem bater com a outra no espelho.

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