Tuesday, 9 June 2009

Agua e sal

A tua infância parece tão longe agora...
Mas tenha calma!
Teus olhos continuam puros e tua pele fresca,
manipulando o tempo e atrasando a hora.
Meu coração cheio não consegue se expressar mais,
vive calado, forcado a se encolher e calar-se mais
profundamente velando a espuma que se desfaz,
pequenas correntes feitas de minúsculas bolhas de
oxigénio, agua e sal... o fosco no lugar do brilho, o
medo no lugar do chão, a prata coberta de chumbo,
ferrugem, farelo e sermão.
A força sem escolha então, substituída a ferro e fogo
somente por uma fração..: de minutos, de dores, de
ardor, incolor, sem pudor...
Olhos cegos que sabem onde vão,
fechados na escuridão não,
Monitor pra um coração sem perdão
nas mãos de quem já perdeu a razão.

2 comments:

Adriana Rocha Geografia/História said...

Essa é a mais linda de todas... Que inspiração!! Me diz onde é essa fonte? Achei genial, é vc em sua alma mais revestida de prazer e revelação!!
Bjks
Dri

Adri@no said...

obrigado , te adoro viu nega! bjo p ce - dano