Saturday, 6 November 2010

Tranca-afiada


Tudo que vai vem da raiz
Na consciencia encravada que o pe de cabra entorta
Quebrando as quinas
Espanando porcas
Empenando eixos
E arrombando portas

O olho imovel observa
O rapido rabisco
O rapido borrando a imagem
Folhas secas voam
Num mosaico miragem

Coracao de pedra
Halito frio
Clonagem do cio
Inventei que vivo

Virgem contato
Lembrancas em bruma
Salgada e sem cor
Lagrimas de um relato

Caindo de costas
Container de pluma
Perdao a si mesmo
Nem tudo se arruma

Passei por nos dois
Chorei so de rir
Soltei sete pedras
Quando me disse que podia ir

Fui ao fundo asfixiado
Sem verbo, palavras ou ditado

Mas onde ha luz
Sigo guerreiro o Jesus
Que em mim tatua paz
So de olhar e nem forca faz.



1 comment:

Adriana Rocha Geografia/História said...

Mais um lindo trabalho, Sr. Carrijo
Adorei diversas partes desse poema, alguns como quando você o inicia dizendo que tudo que vai, vem da raiz, achei que foi escrito para pessoas como eu, que têm suas portas, para serem arrombadas, porcas para serem espanadas e quinas para serem quebradas... Vc me entende... Eu sei que sim... As lágrimas de um relato tb me fizeram chorar, principalmente ao me reportar aos meus relatos molhados por elas, as salgadas lágrimas...Esse poema deixou-me querendo essa tatuagem de paz, no meu corpo, no meu coração e na minha alma!!
Meu poeta predileto, amo ler tudo que vc escreve...
Te amoooooo!!!!!!!!