Friday, 19 March 2010

Biombo chines



A Mocinha se esconde dos dragões

Atrás daquilo que se move suavemente

Com o vento

Olhares vagos criados por mim nessa cena

Que me despõem de tempo

Pra usar livremente

Um leque de louça cai e se quebra

- Quisera fosse grande quantia de ideas

Magia lançada sobre minha imprudência

Então graciosamente lambe o suor de seu buço

Que virando-se olha por cima dos óculos

Que desliza empurrado no impulso de um dedo

Dedo esse que descera sobre o nariz alcançando a boca

Empurrado pelo lábio em posicao de beijo

Supondo o silêncio

Que eu me cale

Que eu pagaria

Já pago caro

Recolho a mim mesmo e aos cacos do leque

Dragões nao me assustam

Apareço de novo sem medo nem pressa

Obedeço outra vez

Me calo sentido

Se isso traz medo

Abaixe sua guarda

Humilde me curvo

Penetro insano

E desprezo a procura

Me tranco com outras

Espero sua íra

De volta à tuas unhas

Formamos um par

Flores e Dragões

Jamais


Deixarei de pintar


1 comment:

Adriana Rocha Geografia/História said...

Belíssimo, apesar de melancólico e complexo.Não sei se a interpretei da forma correta, devida, mas por vezes, a nossa esperança, fica apenas na lembrança a espera de um despertar.Bjks